“MEMENTO, HOMO, QUIS PULUIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

SIMBOLOGIA TUMULAR

Na arte tumular, a simbologia é uma forma de representação de determinados contextos históricos, ideológicos, religiosos, sociais e econômicos, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida, representando a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito , inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dando sentido às vidas passadas preservadas no silêncio dos cemitérios. A simbologia tumular designa um elemento representativo visível em lugar de algo invisível, que tanto pode ser um objeto, como um conceito ou idéia. O símbolo tem exatamente essa propriedade excepcional de sintetizar, numa expressão simples e sensível, todas as influências do inconsciente e da consciência, bem como das forças instintivas e espirituais, em conflito ou em vias de se harmonizar no interior de cada ser. Desta forma, o símbolo é muito mais do que um simples sinal, transcende o significado e depende da interpretação que, por sua vez, depende de certa predisposição para ser interpretada. Ela intensifica a relação com o transcendente. A simbologia tumular está carregada de afetividade e dinamismo que harmoniza o ser vivente perante a morte, perpetuando a vida.

MÚSICA DO SITE

CATACUMBAS

Catacumbas eram os locais que serviam de cemitério subterrâneo aos primeiros aderentes do cristianismo, para quem a fé se baseava na esperança da vida eterna após a morte. Nos primeiros 200 anos da nova religião, antes de Constantino, é provável que tenham existido vários centros artísticos com estilos artísticos próprios, como Alexandria e Antióquia, mas é em Roma que se revelam as primeiras pinturas murais em catacumbas. É nesta constante aspiração ao Paraíso que o ritual funerário do enterro, e a consequente manutenção da sepultura, vai ser o elemento chave das primeiras representações da arte cristã.

15 de nov de 2013

PEDRINHAS - Simbologia tumular - 104





Os sepultamentos judaicos tendem a ser sempre bastante simples: o corpo, após lavado e purificado, deve ser sepultado o mais rapidamente possível, em um caixão simples, enquanto se recitam orações e trechos da Torá e dos Salmos. Uma prática, do entanto, chama a atenção de quem passe por um cemitério judaico. Sobre as lápides, muitas vezes, estão depositadas pequenas pedrinhas, por aqueles que visitaram o túmulo. Não se sabe ao certo quando ou como o costume teve início. Segundo o rabino americano Maurice Lamm, as pedrinhas sobre os túmulos representam a constante presença da família no local do sepultamento, sendo que uma pedra é depositada a cada visita ao túmulo, como prova de sua lembrança e fidelidade àquele que partiu. Outra teoria é de que o costume remonta aos tempos bíblicos, em que os túmulos eram demarcados por grandes pilhas de pedras, que se espalhavam ou eram removidas e tinham sempre de ser recolocadas para marcar o local de sepultamento.

Descrição: Helio Rubiales 

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